sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Era uma vez um cachorro.

Esse cachorro tinha um dono.

O seu dono lhe dava comida todos os dias, mas, o cachorro não comia.

O cachorro não comia e por isso estava enfraquecendo.

O dono achava estranho, pois a comida do seu cachorro sumia, mas, o cachorro não comia.

O dono repetia os seus deveres todos os dias e o cachorro também.

O dono lhe dava comida, mas o cachorro não comia.

Até que um dia, o cachorro morreu e o seu dono nunca mais lhe deu comida.

Na vizinhança não tinham outros cachorros, então o menino descalço que dormia, que dormia do lado de fora do portão, foi procurar outra rua.

Uma rua onde tivesse um cachorro, um cachorro que tivesse um dono, um dono que lhe desse comida, então o cachorro não comeria e o menino não teria mais fome.

"Quem bater primeira dobra do mar
Dá de lá bandeira qualquer
Aponta pra fé e rema..."

Los Hermanos

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Hoje a tarde eu conheci uma pessoa muito legal, na verdade eu já a conhecia, apenas de vista, mas, nunca tinha realmente sentado pra conversar com ela. 21 anos, mas mais rodado que muito cinquentão - no bom sentido -, já viajou pra vários lugares que eu nunca pensei em visitar, tudo na sorte, as vezes sem ter dinheiro nem para voltar pra casa. Me contou que foi para o sertão da Bahia e lá aprendeu muito do que ele é hoje. Também participou de uma comunidade alternativa e conseguiu um êxito que poucos conseguiriam.... ser expulso! vale lembrar que em comunidades alternativas não existem regras, julgamentos e afins.. afinal é alternativo. Banho de rio nu na beira da estrada, como ele diz: o pudor está na cabeça de quem olha! Histórias, histórias e mais histórias, umas contáveis outras não... valeu a tarde! valeu o dia!

Quantas oportunidades a gente perde de trocar experiências com os outros, todo mundo tem sempre algo para oferecer... Conheça as pessoas, converse com elas..

terça-feira, 11 de novembro de 2008

A ARTE PARA AS CRIANÇAS


Ela estava sentada numa cadeira alta, na frente de um prato de sopa que chegava à altura de seus olhos. Tinha o nariz enrugado e os dentes apertados e os braços cruzados. A mãe pediu ajuda:
- Conta uma história para ela, Onélio - pediu.
- Conta, você que é escritor...
E Onélio Jorge Cardoso, esgrimindo a colher de sopa, fez seu conto:
- Era uma vez um passarinho que não queria comer a comidinha. O passarinho tinha o biquinho fechadinho, fechadinho, e a mamãezinha dizia: "Você vai ficar anãozinho, passarinho, se não comer a comidinha." Mas o passarinho não ouvia a mamãezinha e não abria o biquinho...
E então a menina interrompeu:
- Que passarinho de merdinha - opinou.
Eduardo Galeano

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Muito, mas muito mais que maravilhosa!



Minha alma canta
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudades
Rio, seu mar
Praia sem fim
Rio, você foi feito prá mim
Cristo Redentor
Braços abertos sobre a Guanabara
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Rio de sol, de céu, de mar
Dentro de um minuto estaremos no Galeão
Copacabana, Ipanema, Leblon, Lapa, Laranjeiras, Urca, Tijuca, Botafogo e um pouco mais, Rio de você não esqueço nunca mais.

Palavras de Tom Jobim pra descrever a cidade onde até a favela é linda.

logo logo as histórias..